Ela me tem. Mais que sempre, mais do que o normal. Ela me faz achar que eu sei de tudo, que agüento tudo. No entanto, é ela que me segura, que me empurra, que amanhece na minha janela e que me nina da tela da televisão.
Aquele primeiro beijo ainda ecoa pelos túneis do Metrô. Ainda permanece apertando os meus lábios, mesmo que as luzes e cores tenham mudado. Mesmo que seis meses sejam poucos.
O meu suspiro ainda é de surpresa, mas já é, também, de alívio e prazer. Aquele beijo ainda me dá fome, mas agora é fome dela. É vontade de estar com ela. E quando tudo devia parecer uma eternidade pra reencontrá-la, parece que tudo tem andando mais rápido. Os dias, os ônibus, o trem e o metrô. Tudo vai mais rápido.
Com ela, durante segundos, é possível sentir o tempo parar. E a música passa. E ela vai com a música. E os seis meses se tornam milésimos no abraço, se tornam centímetros na distância entre onde estou e onde ela está agora.
Aquele beijo salvou minha vida, e eu preciso provar que sou digno de receber o amor que ela me dá.
Da Praça da Sé até a divisa do Estado de São Paulo com o Estado do Rio de Janeiro, são 233 Km aproximadamente.
O litoral de Sergipe tem aproximadamente 158 Km, o litoral de Alagoas tem 221 Km, é o maiorzinho. Pernambuco 167 Km, Paraíba 116. Sem falar no litoral do Paraná com modestos 88 Km, típico e normal da cidade de São Paulo.
A Jamaica, que é uma ilha, tem de cabo a rabo apenas 213 Km de extensão.
As fronteiras de Luxemburgo tem ao todo 206 Km.
Você atravessa 7 vezes o Canal da Mancha entre França e Inglaterra.
Ainda não houve danos estruturais às minhas armaduras. Apesar de o coração doer até a mais profunda veia, os chips e parafusos estão em seus lugares. Acho que ficarei bem.
Escrevo sem ter razão e isso assim por dizer é positivo, visto que um dia eu pensei que não pudesse mais. Quando se é criança, pequeno, mesmo começando a adolescência, o que nos convém é só um detalhe do que nos aguarda depois. Sei também que por isso, a intensidade de ser importante pra alguém se acentua. Dentre escolhas, a maioria errada, algum acerto nos convence de que somos também maiores do que os próprios enganos. O comum é se aproveitar da situação, achando que tudo está sob controle. Ledo tempo que se aproxima pra corrigir erros incorrigíveis.
A vida foi ficando de lado, de um jeito que viver é só isso. Do jeito que é. E mesmo ser ter razão, afirmo que todos os acontecidos me trouxeram são e salvo até esse viaduto. Pulo então até onde chegar minhas dores, que talvez até absorvam o impacto. A queda iminente pode ser a redenção, a libertação. Que os cabos recém içados se rompam por eles mesmos. Não precisarei ao menos reagir.
Em tempo, aquilo que talvez ficou pra trás mal explicado, hoje sem explicação ficará. Sem rodeios, sem lengalenga. Não serve mais agora. Por hora, eu e minha tábua de passar e tudo o mais que me cerca nesse quarto, ficaremos assistindo televisão. Além disso, do que eu posso oferecer, estou limitado. Todo minuto é muito pouco nesses dias de reflexão. Onde será que as peças se encaixam?
Oi pessoas queridas! Antes de tudo, muito obrigado por virem aqui mesmo estando isso aqui às moscas. Tô sabendo que vocês quase se mataram de angústia, quase morrreram de tanta saudade...Está tudo bem. Para alegria de alguns, o Eder voltou!!!
Eder Na Virada Cultural
Fim de semana ótimo em São Paulo com esse negócio de Virada Cultural. Já foi a 3ª edição. E preciso dizer que me diverti bastante.
Sábado à noite fui ao palco dos artistas independentes no Pateo do Colégio. Vi Mundo Livre, Luisa Mandou Um Beijo e Vanguart. Vi a Orquestra Sinfônica Municipal. Dancei junto com um montão de gente na rua Barão de Itapetininga.
O melhor show sem dúvida foi do Cachorro Grande na Praça da República, já no domingo. E pra encerrar, vi Fernanda Takai, com um showzinho lindo.
Decepção foi o show do Teatro Mágico. Não pelo grupo, não pelo som. Mas pelas pessoas. Me irritei muito com a falta de noção da maioria esmagadora. Tocarei mais no assunto.
Das coisas boas, a interação das pessoas. Muita gente diferente em pouco espaço. Lógico que ainda existem meia dúzia de bobões. Das coisas ruins, a bagunça e sujeira que as ruas ficaram, principalmente perto do palco na São João. Ficou um lixo, um nojo. No mais, acho que é uma idéia pra ser repensada, ou melhor dizendo, pensada com carinho e melhorada.
Na proporção de 999 para 1, 998 para 2, estamos ai na labuta tentando não desconectar o mundo de mim. Eu sei que isso é quase um desaforo, mas faço só o que posso, não me estresso ainda por quase nada. Na mesma proporção, acho que estou perdendo raízes, e em tempo espero corrigir. Eu sei, misterioso como sempre, mas não deixem de acreditar nesse humilde blog.
A gota de água que escorre pela minha mão, eu assopro. É isso que eu faço. O antes que escorre. O amanhã é logo ali. Contando tempos e gotas que escorrem, eu passo também. E o antes que se torna o agora. E o sopro, um vendaval.
Depois de duas semanas sabáticas, estou de volta. Ainda sem internet em casa, mas me virando, ok? Saudades de vocês todos. Muitas coisas acontecendo comigo e por aí. Estou bem, mesmo. Não se preocupem, certo? Tentarei comparecer mais. Prometo. Abraços!
Depois de duas semanas sabáticas, estou de volta. Ainda sem internet em casa, mas me virando, ok? Saudades de vocês todos. Muitas coisas acontecendo comigo e por aí. Estou bem, mesmo. Não se preocupem, certo? Tentarei comparecer mais. Prometo. Abraços!